E.H.W., comerciante do ramo alimentício na cidade de Ceres, é suspeito de pagar adolescentes em troca de atos de natureza sexual, segundo investigação da Polícia Civil de Goiás. O comerciante foi preso temporariamente nesta quinta-feira (18) durante o cumprimento de mandados judiciais expedidos pela Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia de Ceres, unidade integrante da 10ª Delegacia Regional de Polícia (10ª DRP), sob coordenação do delegado Nelinho José de Almeida. Durante a apuração, os investigadores reuniram elementos informativos que apontam para a existência de conversas e registros audiovisuais envolvendo o investigado e uma adolescente.
Ainda segundo a corporação, há indícios de que o comerciante estaria explorando sexualmente adolescentes mediante pagamento. Diante das informações levantadas ao longo do inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão temporária do suspeito e por um mandado de busca e apreensão em seu endereço comercial.
Os pedidos foram autorizados pelo Poder Judiciário e cumpridos nesta quinta-feira. Conforme a polícia, as medidas têm como objetivo aprofundar as investigações, preservar possíveis provas e garantir a proteção das vítimas.
Após a operação, E.H.W. foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceres para a realização de exame médico de praxe. Em seguida, foi interrogado e levado para a Unidade Prisional de Ceres, onde permanece à disposição da Justiça.
O comerciante é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e favorecimento à exploração sexual de adolescente, previstos nos artigos 217-A e 218-B do Código Penal.
Pelo artigo 217-A, o crime de estupro de vulnerável prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão. Já o artigo 218-B, que trata do favorecimento da exploração sexual de criança ou adolescente, prevê pena de 4 a 10 anos de prisão, além de multa. Caso seja condenado, o investigado poderá responder pelas penas previstas para os crimes apurados pela Justiça.
Até o momento, não há condenação, e o caso segue sob investigação.


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